quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Brasil que o Brasil quer.

Em 11 de dezembro deste ano, em razão de propostas aprovadas pelo Congresso Nacional, haverá a realização de plebiscito sobre a criação dos Estados Carajás e Tapajós. Pela proposta, o Tapajós ficará com toda a área do oeste paraense, enquanto Carajás será formado com o atual sudeste do Pará.


A campanha referente à consulta popular iniciou-se na data de 13 de setembro último e, conforme decisão do STF, respondendo a Ação Direta de Inconstitucionalidade, que pretendia que votassem apenas os eleitores das áreas envolvidas, poderão votar todos os eleitores do Pará.
O Tribunal Superior Eleitoral já definiu as duas perguntas que serão submetidas aos eleitores:
1 – Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás?
2 – Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?
Para o Ministro Marco Aurélio do STF, o plebiscito deveria ser nacional, e não apenas paraense. Isso porque, defendeu ele, a redivisão do Estado tem implicações para o pacto federativo do Brasil, com a criação de novos cargos de congressistas (3 Senadores por Estado e, no mínimo 8 Deputados Federais) e outros efeitos.
Conhecido por suas posições polêmicas e nem sempre bem aceitas, a posição adotada quanto a este ponto traz a baila a discussão de âmbito maior: Qual o Brasil que o Brasil quer?
Em uma época de crescente número de denúncias de casos de corrupção, com desvio de verbas e obras públicas de má qualidade, o povo brasileiro precisa de dois novos Estados, com novas despesas não só para os cidadãos que lá habitam, mas repercussão para todo o Brasil?
Os defensores da idéia citam os exemplos dos desmembramentos de Mato-Grosso e Goiás, criando o Mato-Grosso do Sul e Tocantins, como casos do sucesso de novos Estados que geraram desenvolvimento em suas regiões.
Entretanto, podemos ficar também com a experiência de Rondônia, anteriormente Território Federal de mesmo nome, antigamente denominado Guaporé, um verdadeiro “canteiro de obras”, o que não significa neste caso um elogio.
O Estado nasceu da necessidade da construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, como forma de compensar a Bolívia pela anexação do Acre ao Brasil, e sua quase centenária capital, Porto Velho nunca teve um Prefeito eleito nascido em suas terras, da imensidão de quase 14.000 Km².
Razão simples, sempre atraiu empreendedores de outros Estados em busca de oportunidades de desenvolvimento pessoal, mas descompromissados com a terra, suas necessidades e os problemas advindos do crescimento desordenado por eles provocado.
Este novo velho-oeste brasileiro sofre hoje sua segunda corrida do ouro, com a construção das Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, sofrendo uma nova explosão, com investimentos de cifras astronômicas que levaram para o local quase 40.000 trabalhadores de diversas partes do País, mas que não se reflete na melhoria das condições de vida local.
Isso demonstra uma coisa, o povo brasileiro sabe o Brasil que quer, um Brasil com oportunidades para todos. Mas estas não necessitam da criação de novas estruturas de governo, na maioria das vezes sem condições de custeio próprio, a onerar ainda mais os nossos bolsos, o que alguns políticos em Brasília não conseguem entender.
Lembremos, ainda, que existem ainda outros projetos para a criação dos Estados e Territórios de Pampa (RS), Iguaçú (SC/PR), São Paulo do Note (SP), São Paulo do Sul (SP), Guanabara (RJ), Triângulo (MG), Minas do Norte (MG), Mato-Grosso do Norte (MT), Araguaia (MT), Planalto Central (DF/GO/MG), São Francisco (BA), Gurgueia (PI), Maranhão do Sul (MA), Marajó (PA), Oiapoque (AP), Solimões (AM), Juruá (AM) e Alto Rio Negro (AM).
Não precisamos de novos Estados, precisamos sim de Justiça Social, Tributária, divisão de renda e um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida.

-- Abraham Lincoln

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Marcelinho Carioca: a jogada do quase Deputado que bateu na trave.

O Partido Socialista Brasileiro - PSB saiu das últimas eleições como um dos Partidos que mais cresceu no Brasil.
Em São Paulo elegeu sete Deputados Federais, Gabriel Chalita (Vereador em São Paulo e Ex-Secretário Estadual de Educação), Luiza Erundina (ex-Prefeita de São Paulo), Ota (mãe do menor Ives Ota, Assassinado após sequestro), Márcio França (ex-Prefeito de São Vicente), Jonas Donizete (radialista, ex-Deputado-Estadual e Vereador em Campinas), Jefferson Campos (pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular) e Abelardo Camarinha(ex-Deputado-Estadual e ex-Prefeito de Marília).
Estes deixaram para trás nomes de peso, Dr. Ubiali (Presidente da federação de APAE's de São Paulo), Marcelinho Carioca (ex-ídolo corinthiano) e Dra. Elaine (1a. Dama de Ferraz de Vasconcelos), os quais ficaram como Suplentes.
Em composições visando a governabilidade e apoio político, o Partido integrou-se a base de apoio do Governo Alckmin em São Paulo, sendo prestigiado com a Secretaria Estadual de Turismo, assumida pelo competente Márcio França, o qual deixou seu mandato de Deputado para Dr. Ubiali.
Chalita, de olho numa possível candidatura à Prefeito de São Paulo em 2012, fez suas malas e debandou para o PMDB, em busca de alçar voos mais altos.
Marcelinho Carioca não se fez de rogado, lastreado na infidelidade partidária do colega, ingressou junto ao TSE com processo (Pet 125249) no qual postulou liminar cassando o mandato do colega que trocou de partido, sem, todavia, obter êxito inicial, apesar de haver sido defendido por dois combativos advogados inscritos na Subseção de Ferraz de Vasconcelos da OAB.
Esta semana, com uma repentina e inusitada licença médica do Deputado Camarinha, a qual esperamos não se deva a qualquer enfermidade grave, veio a chance de Marcelinho Carioca assumir o mandato de Deputado que tanto almejava.
Entretanto, após haver brigado nas urnas e na Justiça pela vaga, o ex-jogador abriu mão de sua vaga na Câmara, assim, assumiu a deputada Elaine Abissamra, terceira suplente do partido e mulher do prefeito de Ferraz de Vasconcelos.
Como diz o velho ditado "futebol é uma caixinha de surpresas"...
Política também pode ser...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A medida do amor é amar sem medida.

-- Victor Hugo

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