sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

EM PAZ 2014!

Queridos amigos leitores!

Mas um ano que se encerra, mais um ciclo se inicia e renovam-se os sonhos e esperanças.

Que possamos continuar nossa caminhada evolutiva lado a lado, sempre com ações positivas e em busca de um mundo melhor e mais irmanado.

Desejo poder contar sempre com a prestigiosa opinião e apoio de cada um de vocês, que são a razão de existir deste blog, um local de difusão de ideias a ideais.

Muita LUZ e PAZ em 2014!

Forte e fraterno abraço!


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Curso Princípios Gerais da Democracia - férias - início dia 13 de janeiro



Oficina Municipal | Newsletter
                     

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Princípios gerais da Democracia - Curso I
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Datas: 13.01, 14.01, 15.01, 16.01, 17.01.2014
Área: Cidadania e Política
Tema: Princípios da Democracia
Duração: 5 aulas
Carga horária: 10h
Público-alvo: profissionais e estudantes de direito, ciência política, sociais, marketing político, jornalistas, universitários em geral, profissionais do terceiro setor e empresários. Vereadores e assessores do legislativo, gestores e servidores municipais, membros do judiciário, lideranças políticas e comunitárias.
Objetivos: O curso de férias "Princípios Gerais da Democracia" será realizado em 5 aulas, em noites consecutivas e tratará de um quadro evolutivo de temas centrais à compreensão de nossa Democracia, partindo da compreensão mais ampla do conceito e estendendo-se sobre questões estruturais do Estado brasileiro. Assim, será possível compreender o funcionamento de nossa democracia, o debate sobre a ética na política, sobre o federalismo, divisão dos poderes e nosso sistema de governo presidencialista.

Este curso faz parte do calendário 2014 de atividades subsidiadas pela Fundação Konrad Adenauer (FKA), fundação política alemã de orientação democrata-cristã e parceira estratégica da Oficina Municipal. A FKA leva o nome do primeiro Chanceler do período pós-Segunda Guerra Mundial que liderou o processo de reconstrução política, social e econômica da Alemanha. Adenauer foi um Estadista compromissado com o fortalecimento da Federação ao promover a cooperação entre as três esferas de governo e a autonomia dos Municípios. Por isso a Oficina Municipal e a FKA buscam juntas realizar a missão institucional de colaborar com o fortalecimento da Democracia e da Gestão Pública no plano municipal. Outras informações podem ser obtidas no website www.kas.de/brasil
 
parceria
Fundação Konrad Adenauer
investimento
1 pessoa:
inscrição até 08.01.2014
26 vagas
A oficina ocorrerá com o preenchimento de no mínimo 13 vagas.

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programa completo
Democracia Direta, Representativa e Participativa.
13.01.2014, 19:30-21:30
Professor: Humberto Dantas
O conceito de democracia varia ao longo do tempo e pode ser visto como um bem cultural, presente na vida cotidiana de todos os cidadãos como valor. Compreender a discussão acerca de suas mudanças e construir as bases para seus paradigmas atuais é uma das tarefas das mais relevantes. A ênfase na realidade brasileira é essencial aos objetivos do curso.
Federalismo
14.01.2014, 19:30-21:30
Professor: Rodrigo Estramanho de Almeida
O federalismo é um conceito associado à organização do Estado, e compreender seu funcionamento à luz da realidade brasileira é tarefa importante para o dimensionamento das relações políticas em nosso país. As análises sobre a União, os estados e os municípios, e suas respectivas responsabilidades, tornam mais clara a avaliação de nosso ambiente público.
Divisão dos poderes
15.01.2014, 19:30-21:30
Professor: Leandro Consentino
A teoria acerca da divisão dos poderes em estados democráticos passa pela necessária compreensão acerca das atribuições centrais do Legislativo, Executivo e do Judiciário. Debater tal aspecto à luz da realidade brasileira é fundamental para a compreensão dos objetivos centrais desse módulo do curso.
Sistema de governo
16.01.2014, 19:30-21:30
Professor: Andréa Freitas
os sistemas de governo são variáveis importantes à compreensão de democracia ao redor do mundo. Debater as principais características do presidencialismo e do parlamentarismo e identificar as características do sistema brasileiro é tarefa das mais importantes à análise de nossa realidade política
Ética e Democracia: participação e compromisso
17.01.2014, 19:30-21:30
Professor: Humberto Dantas
Compreender o conceito de ética, aplicá-lo à política e especificamente à democracia é desafio que permite uma discussão mais ampla acerca do conceito em nossa realidade. O compromisso estabelecido entre representantes e representados é a chave para o debate acerca da ética em nossa realidade democrática.
 
coordenador
Humberto Dantas
Cientista político, mestre e doutor pela USP, professor e pesquisador do Insper. Coordenador de cursos de pós-graduação na FIPE-USP e na FESP-SP. Professor e coordenador de cursos de cidadania e política da Oficina Municipal. Consultor do Movimento Voto Consciente e conselheiro da Oficina Municipal. Comentarista político da Rede Vida de Televisão e da Rádio Estadão.
professores
Humberto Dantas
Cientista político, mestre e doutor pela USP, professor e pesquisador do Insper. Coordenador de cursos de pós-graduação na FIPE-USP e na FESP-SP. Professor e coordenador de cursos de cidadania e política da Oficina Municipal. Consultor do Movimento Voto Consciente e conselheiro da Oficina Municipal. Comentarista político da Rede Vida de Televisão e da Rádio Estadão.
Rodrigo Estramanho de Almeida
Sociólogo, é mestre e doutorando em Ciências Sociais. É professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, pesquisador do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP) da PUC-SP e editor da revista Aurora e da editora Sociologia e Política. 
Leandro Consentino
Professor Assistente de Sociologia e Política e História Econômica no Insper (antigo IBMEC-SP). Doutorando em Ciência Política na USP, obteve, na mesma instituição, o título de Mestre em Ciência Política (2011) e Bacharel em Relações Internacionais (2008). É também Coordenador de Cursos e Seminários na Fundação Mario Covas, Pesquisador Associado ao Núcleo de Políticas Públicas da USP e professor em cursos livres de política na ONG Oficina Municipal.
Andréa Freitas
Graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (2005), mestre e doutoranda em ciência política pela mesma Universidade.
local
Oficina Municipal
rua padre garcia velho, 73 cj 13
pinheiros - são paulo/sp
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Um novo tempo!

Nesta época de festividades de final de ano, independente de crenças, devemos ter em mente que somos todos Irmãos, passageiros de Gaia, também chamada de Planeta Terra, nesta sua viagem pela imensidão do Universo.

Nos unirmos e transformarmos todos estes sentimentos e atos de bondade, que nos envolvem por esta ocasião, fazendo disto algo perene, em busca de um mundo cada vez melhor.

Acreditar sempre que há esperança e que vamos construir  uma sociedade mais justa e igualitária, não para nós, mas para que todas as futuras gerações possam desfrutar dela e agradecerem a um legado coletivo e anônimo que lhes foi confiado.

Pois as grandes obras, como a deixada pela Consciência Divina, não precisam de assinatura ou autor identificado.

Boas Festas e que a luz suprema emane em todos nossos lares, deixando-os repletos de alegrias e saúde!



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

19 de novembro: “Dia da Bandeira” – O Pavilhão Nacional




A Bandeira Nacional constitui, juntamente com o Hino Nacional, o Brasão da República e o Selo Nacional, os símbolos nacionais.
Sua apresentação e seu uso são regulados pela Lei n. 5.700, de 1º de setembro de 1971 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5700compilado.htm).
A Atual bandeira, com modificações posteriores, foi instituída pelo Decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889, razão pela qual, nesta data, comemoramos o “Dia da Bandeira”.
O referido Decreto é claro, em seu artigo 1º, de que a nova bandeira “mantem a tradição das antigas côres nacionaes - verde e amarella”.
A bandeira em tais cores e formato deriva da anterior bandeira imperial brasileira, sendo o quadrilátero verde a representação da Dinastia dos Bragança, então reinante, e o losango amarelo derivado do brasão da Imperatriz Leopoldina, integrante de Casa Real Austríaca dos Habsburgo.

Houve tão somente a substituição do Brasão Imperial brasileiro por uma esfera celeste azul, atravessada por uma faixa branca, em sentido obliquo e descendente da esquerda para a direita, com a legenda - Ordem e Progresso -, as constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste e cada estrela simboliza um dos estados da Federação.



Anteriormente a esta, houve, ainda, a bandeira provisória da República, utilizada entre 15 e 19 de Novembro de 1889, claramente inspirada na bandeira dos Estados unidos da América do Norte e que teve origem no “Clube Republicano Lopes Trovão”, esta teria sido hasteada na Redação do jornal A cidade do Rio, na Câmara Municipal da cidade e no navio Alagoas que conduziu a família imperial à Europa.


Por fim, poucos sabem, mas a atual bandeira do Estado de São Paulo, também, inspirada nas listras da bandeira estadunidense, foi criada com o objetivo se tornar-se a nova bandeira da República brasileira.
O escritor e jornalista republicano Júlio Ribeiro, fundador e redator do jornal "O Rebate", publicou em sua primeira edição de 16 de julho de 1888, uma série de críticas ao estandarte Imperial e expôs a sua própria proposta para bandeira republicana, a qual “... simboliza de modo perfeito a gênese do povo brasileiro, as três raças de que ela se compõe - branca, preta e vermelha. As quatro estrelas a rodear um globo, em que se vê o perfil geográfico do país, representam o Cruzeiro do Sul, a constelação indicadora da nossa latitude astral (...) Assim, pois, erga-se firme, palpite glorioso o Alvo-Negro Pendão do Cruzeiro!”
A bandeira descrita por Júlio Ribeiro foi hasteada no palácio do governo de São Paulo em 15 de novembro de 1889, sendo utilizada nos primeiros dias do novo regime no Estado, como símbolo dos paulistas tomou força apenas às vésperas do Movimento Constitucionalista de 32, sendo oficializada em tal condição tão somente em 1946.


Assim, esvai-se a corriqueira e equivocada versão de que nosso verde e amarelo simbolizariam a riqueza de nossas matas e do ouro de nossas terras, respectivamente.




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Novos tempos...


As adversidades de nossa saúde corporal nos permitem momentos de repouso que, além da necessária recuperação física, nos propiciam valiosos momentos de reflexão e introspecção.

Na forma automata como realizamos as tarefas cotidianas, deixamos de pensar no porque das coisas e perceber o Universo que nos rodeia, nas suas diversas dimensões.

Assim, podemos reaprender o valor de coisas simples como um passo, até perceber que os mais complexos problemas tinham soluções ao alcance de nossas mãos.




O ser humano é o animal com maior capacidade de adaptação a todos os ambientes terrestres, o que, aliado à sua capacidade intelectual, propicia infinitas possibilidades e caminhos a seguir, bastando para tanto que tome atitudes.

Assim, a caminhada prossegue, e novos tempos se descortinam, com novas opções para se cumprir a missão de que somos portadores.

Assim seja!



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Midiocracia

Vivemos em plena época da eferverscência dos meios de comunicação em massa, jornais, rádios, redes de televisão, redes sociais, canais comunitários, blogs, cada um mostrando a seu público a sua versão dos fatos.
"A história é escrita pelos vencedores" era a máxima de George Orwell, escirtor dos clássicos "1984" e "Revolução dos Bichos".
Em nosso mundo atual, a história, dia a dia, através de notícias, é escrita pelos detentores dos meios de comunicação ou pela vontade de seus financiadores, numa guerrilha urbana invisível.
Criam-se ídolos e inventam-se trajetórias com a mesma velocidade que destroem-se tótens e histórias de vida, tudo sem o mínimo dever de observância à opinião do outro lado, com a concessão de real oportunidade ao contraditório ou à defesa.
A oitiva da pessoa ou entidade a ser execrada, no mais das vezes, somente é feita como forma de gerar uma réplica por parte da órgão de comunicação, e aprofundar o linchamento público.
Caso prove-se a inocência, basta uma "nota de rodapé" ou uma breve menção, mas as penas do travesseiro já foram espalhadas e a imagem pública dilacerada.
Assim, quando muitos dizem que os meios de comunicação são um dos Poderes da República atual, podemos concluir que, em verdade, vivemos sob a ditadura deles, que nos deixam ver, ouvir e saber o que passa por seus filtros de interesses.


P.S.: e para rechear este bolo de alienação inserimos os filmes e "realities" enlatados, misturados com programas musicais populares com seus play-backs de letras pobres e muito futebol... pão e circo...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Carpe diem

Depois de muita procrastinação, popularmente conhecida como “empurrar com a barriga”, como bom ser humano do sexo masculino, que não cuida muito bem de sua saúde e foge de médicos, decidi fazer o que era necessário, procurar um médico.
Afinal, nosso maior patrimônio nesta vida são nossos valores e sabedoria, e estes necessitam de nosso corpo físico para que possamos difundi-los, depois de alguns percalços e perdas, nada mais fazia tanto sentido quanto o adágio “mens sana in corpore sano”, uma mente sã num corpo são, muito próxima da atual definição da Organização Mundial de Saúde, segundo a qual saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
Então vamos cuidar um pouco do corpo, e vem a sentença, CIRURGIA!
O diligente médico queria agendá-la para logo na semana seguinte, na data de meu aniversário, e, após, mais algumas tentativas de fugir do inevitável, definida a data fatídica: 28 de outubro, uma segunda feira.
Pelo menos assim aproveitaria meu fim de semana, CARPE DIEM!
E aí vem o melhor!

Primeiro, sábado à noite, a oportunidade de conhecer o trabalho da “Oficina dos Menestréis” ( https://www.facebook.com/OficinaMenestreis?ref=ts&fref=ts ) com a apresentação da peça-musical “Raul Fora da Lei”, um trabalho simples, sem grandes recursos e montagens, mas encantador, e com as sempre imperdíveis lições passadas pelo Mestre Raulzito através de suas músicas e letras.


Domingo teve mais, primeiro Concerto Matinal na belíssima Sala São Paulo, com regência do Maestro João Carlos Martins, por si só um exemplo de superação, acompanhada por seus músicos em várias formações, com muitos jovens oriundos de trabalhos sociais que desenvolve em periferias, e vieram Vivaldi, Beethoven, Bach, Ravel e... Adoniram e nosso Hino Brasileiro, Show!


Mas o dia ainda reservava surpresas, a belíssima exposição “Genesis” do Consagrado fotógrafo Sebastião Salgado, retratando maravilhas intocadas em todos os remansos destes nosso planeta, vale a pena conferir no SESC Belenzinho (http://www.sescsp.org.br/programacao/11321_GENESIS+FOTOGRAFIAS+DE+SEBASTIAO+SALGADO#/content=saiba-mais ) ou adquirir o livro.


Mas, entre a programação dominical, houve uma parada para o almoço, em mais um do tótens da vida moderna consumista, os famigerados Shoppings Centers, por sorte neste também existem as conhecidas “mega stores” de livrarias, com a mais variada gama de livros, Cds e DVDs, além de diversos outros produtos.
Num dos cantos da loja, devidamente perdida, havia uma estante somente com documentários, onde, após muito garimpar, pude encontrar uma jóia rara que desconhecia, mas cuja capa e descritivo me encantaram, fazendo jus ao conteúdo que, depois, me surpreendeu, indicando a todos o documentário “I AM”, no qual um Diretor de sucesso em Hollywood sofre um acidente grave e começa a questionar nosso mundo atual e a forma como a maioria de nós vem conduzindo a nossa vida.

Enfim, assim vou vivendo um dia de cada vez, compartilhando o que acho de bom pela estrada e aproveitando a vida e as oportunidades que vem cruzando meu caminho, usando o tempo de repouso para recuperação do corpo e para, também, cuidar da mente e do espírito, em busca de dias cada vez melhores, para que assim possa dar minha contribuição na evolução neste grão de areia que chamamos de Terra.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Opiniões e omissões...


Polêmico sempre, omisso nunca” era a máxima do saudoso amigo Benedito Nogueira Franco, pessoa de opiniões controversas, que muitas vezes criava ou entrava em discussões por duas de suas principais qualidades, ter uma mente pensativa e criativa e por ser sincero ao expressar seus pontos de vista e opinião.
Em um mundo cada vez mais individualista, onde as aparências valem mais que o conteúdo moral e sabedoria acumulada, a sinceridade se transforma em um defeito, pois em um ambiente permeado de concorrência individual e, no mais das vezes, desleal,  pessoas sinceras são manipuladas e tal qualidade é utilizada contra os livre pensadores.
Mas como gosto de sempre afirmar, “A omissão é a máscara dos covardes!” e aqueles que se escondem por detrás dos lugares-comum impingidos por determinadas organizações e pelo mercado ou não conseguem disfarçar eternamente a excusidade de sua finalidades, sempre de natureza individualista, ou são denunciados por sua falta de conteúdo, por não conseguirem se manifestar quando o tema foge da cartilha em que foram adestrados.
Importante é ressaltar que os espaços nos diversos ramos de atuação da sociedade estão aí prontos para serem preenchidos, e se não estamos satisfeitos com as condições atuais, devemos nos mobilizar para ocupar tais posições, pois os capacitados são culpados por suas omissões, ao permitir que os mal intencionados ocupem tais lugares.

O Conhecimento sem atitude é um puro desperdício, é hora de agirmos!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Reflexões ...

Longe, diz o título do celebrado livro, é um lUgar que não existe,
mas às vezes pouco menos que uma Centena de quilômetros pode parecer uma eternidade,
como galáxIas que se encontram  à anos-luz uma da outra,
o tempo e o espaço são de uma relatividade imensA,
e, nas profundezas da escuridão abissal do uNiverso,

podem se esconder as mais profundas e sinceras histórias de Amor...

e assim a vida prossegue em seu fluxo, onde cada segundo e cada micrometro tornam-se imensos e podem fazer toda a diferença...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Musas e Amores

Desde Helena de Tróia a mitologia e a arte vem exaltando suas musas, amores e desamores.
A Ana de Humberto Gessinger com seus lábios que o fazem perder-se como em um labirinto, lábios que remetem ao sorriso enigmático da Mona Lisa de Da Vinci.
Vários casos de amor que terminam, mas que mantém vivos sentimentos nos corações dos encantados por suas musas, como o por Ana Júlia, na música dos Los Hermanos, e, também, na música do saudoso Tim Maia, pela garota que se foi e de que tanto ele gostava.
Amores que acabam com a separação, como em Drão,  que retrata o fim do casamento de Gilberto Gil e Sandra (o Sandrão como ele a chamava), sempre na esperança da germinação de um novo.
Amores que são interrompidos pela morte, como o de Maria Lúcia e João de Santo Cristo em Faroeste Caboclo.
Ou o mais fecundo e inspirados dos amantes e admiradores de nossas Vênus, o carioca Tom Jobim, com a sua Garota de Ipanema, desfilando pela praia, ou Luiza, que também inspirou o artista em um bar numa roda de amigos, ou a Luciana que, também, lhe traz muita dor, além de amor, sempre, como em outra canção, sabendo que ia lhe amar para sempre, mesmo sofrendo na espera de um incerto retorno.
Musas que inspiram amores, a eterna busca e mola propulsora da humanidade e de cada um de nós, intercalados por passagens de sofrimento, que nos remetem às mais belas obras e composições, porque como já afirmou Victor Hugo “A medida do amor é amar sem medida”.


Luiza

Conhecendo as origens das lindas composições...

Antonio Carlos Jobim explica a origem da composição - "Ana Luíza foi uma moça bonita que apareceu no Antonio's, num dia que estava chovendo. Ela correu para aquela varandinha do Antonio's. Era uma moça alta, grande, uma grande moça e uma moça grande. Estavam lá Chico Buarque, Carlinhos de Oliveira, uma quadrilha imensa. Chico começou a falar com aquele riso dele, aquelas palavras incríveis e depois a chuva passou e ela foi embora. E ficou o nome. Depois aconteceu que me casei com Ana e mais tarde nasceu minha filha Luíza. E eu fiz uma canção premonitória, aquela "Luíza", boa canção, canção forte. Já me perguntaram se a canção foi feita para ela. Foi feita na casa da Rua Peri, aqui embaixo, a uns 300 metros, e depois Luíza nasceu já aqui na casa da Rua Sara Vilela."



Luiza
Tom Jobim

Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza

“Eu me represento: eu voto”


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Reminiscências...

Andando pela cidade vi uma criança brincando, ou melhor, se lambuzando, com um pirulito em forma de boca, querendo se maquiar de palhaço. A mãe, é claro, ficou muito brava com a sujeira feita, mas o pequeno se divertia, zanzando de um lado para o outro.
Lembrei-me de minha infância, onde o domingo era o grande dia da semana, acordava cedo e ficava papeando com meu vô Luiz, que se sentava em um banco na cozinha.
Após, invariavelmente, íamos ao Cemitério, subindo pela Rua Senador Dantas, onde adorava passar por uma calçada que, até hoje, tem alguns degraus, nas proximidades da esquina com a Rua Dom Antonio Cândido Alvarenga.
Percorríamos alguns túmulos dos quais eu já sabia de quem eram, nossos antepassados, e as histórias deles, contados pelo vovô, o qual hoje se encontra repousando num deles.
Após, o momento épico, enquanto o vô Luiz se reunia em torno de uma mesa para jogar seu tradicional dominó com os amigos, no tradicional Bar do Pedrão japonês, na esquina das ruas Senador Dantas e Cândido Vieira, podia saborear um dos saborosos sorvetes caseiros que eram vendidos por lá, preferia o picolé de abacate, mas os de coco, maracujá e morango também eram deliciosos...e este, como ao menino do começo da história, deixavam o entorno de minha boca todo vermelho, como a pintura de um palhaço... 
E assim, em um simples momento, no meio da rua e de todos, viajei no tempo... lembranças que me orgulham de ser chamado de Luizinho, pois um dia caminhei de mãos dadas com um Vô Luiz que era muito maior, em sabedoria e em carinho, sempre de seu jeito simples de ser, e me tornei assim Luizinho, um diminutivo espero não só do nome, mas das qualidades dele.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

38 ciclos de translação.

E já é 11 de outubro de 2013... Acabo de completar 38 anos de minha caminhada neste pequeno planeta azul, o terceiro do sistema desta pequena estrela chamada Sol.
 Sob os auspícios da Consciência Cósmica, o tempo e o espaço se tornam cada vez mais relativos, fatos que mudaram meus caminhos e já se deram há 25, 20, 12, 3 anos vem à mente como se tivessem acabado de ocorrer, numa viagem dimensional.
Quanto mais buscamos evoluir, mais duras e difíceis se tornam as lições, perceber que para tornar alguém feliz, muitas vezes, é preciso soltar sua mão e permitir que continue sua caminhada por conta própria, longe de nós.
Entender que nem todos vão saber aproveitar da mesma maneira oportunidades mágicas que a vida nos concede.
Buscar respeitar o momento de cada um e ter humildade de saber o momento de pedir ajuda.
Somos as máquinas mais incríveis já construídas e, por isso mesmo, a de funcionamento mais complexo e imprevisível, onde manuais são inúteis.
O tempo faz voltas e se dobra sobre si mesmo, reunindo destinos ou os afastando com a mesma agilidade, e às vezes ficamos parados tentando entender o que esta acontecendo ao nosso redor, sendo levados pelo caudaloso rio de energia a que chamamos de VIDA!
Somos eternos buscadores e aprendizes...


“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.”



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Todos iguais...

Como diria a letra da música “Ninguém É Igual a Ninguém” de Humberto Gessinger, “São todos iguais. E tão desiguais. Uns mais iguais que os outros”, estrofe esta que poderia ser, sem alguma dificuldade, referência ao sistema partidário brasileiro.
Semana passada Marina Silva lutava aguerridamente pelo registro junto ao TSE de seu Rede Sustentabilidade, um partido novo e que se dizia diferente dos tradicionais, propondo uma nova forma de fazer política.
Vendo naufragar seu projeto, menos de 48 horas depois, adere ao Partido Socialista Brasileiro – PSB, do Governador de Pernambuco Eduardo Campos, que, na condição de também presidenciável em 2014, acabara de desembarcar da canoa governista de Dilma, devolvendo Ministérios e cargos.
Marina levou consigo, na qualidade de pré-candidato ao Governo de São Paulo, o Deputado Federal Walter Feldmann, ex-tucano, que, quando Vereador em São Paulo quase embarcou na canoa malufista e, há pouco tempo, era um dos escudeiros no Secretariado de Gilberto Kassab (PSD – ex-DEM) na Prefeitura de São Paulo.
Destaquemos, ainda, as “novas” siglas, recém registradas no TSE e já causadoras de escândalos, como o Solidariedade que, após, ser acusado de falsificação de assinaturas de apoio para obtenção de seu registro, vem sofrendo denúncias de estar realizando práticas nada republicanas envolvendo o Fundo Partidário a que faz jus, diga-se de passagem dinheiro público, como forma de arregimentar parlamentares filiados, como forma de aumentar seu cacife político, tempo de TV e o próprio fundo.
Já o neo-nanico Pros (Partido Republicano da Ordem Social), cujo seu criador Eurípedes Júnior, ex-Vereador em Goiás, admite ser um partido de centro e, em entrevista à Folha de São Paulo declarou abertamente que "Algumas pessoas que estão dentro do partido tem a tendência a votar com o governo... outros não. Tem todas as formas. Tem de tudo aqui dentro.", teve, além deste fato, outro revelado pelo jornal “O Estado de São Paulo”, o de quee seu programa partidário é um plágio do também nanico Partido Trabalhista Nacional – PTN, em suma, mais do mesmo, mais um partido sem propostas factíveis e identidade própria, em busca de conchavos e fundo partidário.
Por fim, em recente pesquisa divulgada pela mídia televisiva e contratada pela CNT (Confederação nacional dos Transportes), constatou-se que o Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é franco favorito para conquistar o governo de seu Estado ainda em primeiro turno no ano que vem, ele que foi um dos principais alvos dos protestos de rua recentemente ocorridos em todo o País.

Desta feita fica mais latente a descrença da população em geral nos partidos políticos brasileiros, num sistema em que o povo pouco se sente representado, mas em que o próprio povo pouco busca ou tem oportunidade de participar para impingir mudanças, nos dando a conclusão de que realmente já passamos da hora de repensar todo o sistema político brasileiro.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

E Chegou a Primavera! Revolucione!

É Primavera, a denominada estação das flores, mas também um sinônimo de mudanças e revoluções, e me utilizo deste marco climático para relembrar de dois outros históricos que, com certeza, impactaram a História da Humanidade, e devem nos inspirar a novas revoluções, internas e exteriores: A Primavera de Praga e a Revolução dos Cravos.

A Primavera de Praga, ocorrida em 1968 na então República da Tchecoslováquia, buscou a liberalização política, de expressão e imprensa, humanizando o sistema político naquele país, oprimido pela invasão soviética pós Segunda Guerra Mundial, que lhe impingia um sistema ditatorial comunista de partido único .

Já  a Revolução dos Cravos, ocorreu em Portugal, tendo se iniciado em 25 de março de 1975, com a deposição do regime autoritário que vigia desde 1933, e implantou a Democracia no País, tendo contado com apoio de militares intermediários, de estudantes e das massas populares.


Mas estes marcos históricos, como todas grandes mudanças e revoluções, dependeram de atos iniciais, de pequenos grupos, individuais e até de mudanças internas pessoais, com a conjunção de conhecimento, habilidades e a tomada de atitudes.

Em um mundo cada vez mais dinâmico, globalizado e interativo, qualquer mudança que promovamos em nosso ser é capaz de gerar um fluxo energético e ser o estopim gerador de transformações.


Que este período, de beleza e aromas advindo das flores, nos sirva de inspiração e motivação para que promovamos as transformações necessárias às nossas vidas e ao mundo, com certeza!


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

OS SONHOS E AS BATALHAS


Todo grande cavaleiro tem seus ideais, sonhos e paixões, e sempre está disposto a fazer tudo por eles.
As vicissitudes da vida cotidiana podem abrandar o impulso juvenil, que muitas vezes o levaria a ter atitudes de maior impulsividade na luta pelo que quer, mas seus valores morais e sentimentos estarão sempre indelevelmente marcados em seu peito, mesmo que escondidos sob sua armadura.
A luta se dá de forma contínua, e o cavaleiro sempre estará disposto a defender as muralhas de seu castelo e, sendo abatido em uma batalha, buscará abrigo em porto seguro a fim de recobrar forças e retomar sua caminhada, pois não consegue desistir do que acredita ser o certo e desviar-se do caminho para sua elevação.
As retiradas não significam desistência, mas sim momentos de reflexão, necessários a recobrar a sua saúde física e mental, no árduo trabalho de desbastar-se, se livrando de arestas que percebe nunca lhe foram úteis ou outras não mais servíveis.
O Crepúsculo pode afastá-lo da luz por momentos, mas o pernoite permitirá que enfrente seus desafios internos, enquanto aguarda por um novo alvorecer, que virá mais belo que nunca.
Assim, prosseguirá sempre avançando em busca de suas paixões, que lhe são a força motriz, até o dia em que a certeza única lhe atinja.
A morte física, inevitavelmente, será o fim da caminhada terrena do corpo do cavaleiro, mas seus passos, atos e ideais, mais que sua figura, continuarão a influenciar por todo sempre os destinos da humanidade, porque a vida nada mais é que um fluxo continuo de energia que sempre se renova, mantendo sua essência, e mantendo vivo o cavaleiro em cada lugar por qual passou.

Assim seja!



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mais Médicos ou Mais Escravos.

Desde seu anúncio, pela Presidente Dilma e o Ministro da Saúde Antônio Padilha, o Programa “Mais Médicos”, que visa à contratação de profissionais para atuarem em localidades com carência em assistência médica, vem causando inúmeras polêmicas.
Acaloradas discussões vem sendo travadas acerca das causas da falta de profissionais médicos pelo interior e periferias do País, tendo sido levantados diversos fatores, tais como baixa remuneração e ausência de infraestrutura.
Independente das causas de tal problema, as quais necessitariam um aprofundado estudo a fim de serem eliminadas, o Governo Federal foi em frente com o programa, promovendo um conturbado sistema de inscrições e seleção, no qual foram aceitos, inclusive, médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior e sem diplomas revalidados no Brasil.
Mesmo com tais critérios, que geraram novas discussões, o número de profissionais interessados, ficou muito abaixo das metas inicialmente estabelecidas.
Assim, para não ver mais um de seus programas naufragar prematuramente, a Presidente Dilma, seguindo o modelo adotado por países de desenvolvimento social inferior ao brasileiro, como Bolívia, Equador, Venezuela e Haiti, decidiu pela “importação” de quatro mil médicos cubanos.
A parceria foi fechada com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde, e o governo pagará dez mil reais por cada médico a entidade, que repassará os valores ao governo cubano, sendo este que irá decidir quanto repassará para cada profissional.
Uma operação no mínimo questionável em pleno século XXI, onde os mais basilares direitos fundamentais relacionados à liberdade e ao trabalho deixam de ser observados, reduzindo estes profissionais médicos à qualidade de mercadoria, que é negociada pelo governo ditatorial de seu país, um neoescravismo em plena era digital.
Causa maior espanto que a operação seja patrocinada pela administração do Partido que se autodenomina “dos Trabalhadores”.

Enfim, fica o questionamento moral: é correto buscar o minoramento das mazelas sociais de um povo se utilizando das lamúrias e descaso a que é submetido outro?


terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos em SP: Seja bem vindo à Tattolândia!

Em meio aos protestos contra o aumento das tarifas em São Paulo, destaca-se a posição do Secretário Municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto.

Líder do clã dos Tatto, que originou-se na periferia da cidade de São Paulo, no Bairro da Capela do Socorro, transformando-o na chamada Tattolândia, ao eleger-se Deputado Federal e levando, ainda, dois de seus irmãos a Câmara Municipal de São Paulo e um ao cargo de Deputado Estadual.

Conheça este personagem:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR80486-6009,00.html


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Manifestações em São Paulo

Antes de qualquer outra discussão, você conhecia o fato de a Avenida Paulista ser via de acesso a dez dos mais importantes hospitais da cidade (Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Santa Catarina, Emílio Ribas, Hospital do Coração, 9 de Julho, Sírio-Libanês, Instituto do Coração, Hospital das Clínicas e Instituto do Câncer de São Paulo).
Desta forma, a sua interrupção, com a parada do trânsito numa manifestação, mesmo que pacífica, interromperia o trânsito de veículos de socorro pelo local.
Que devido a este fato, antes do início da passeata a PM de SP havia acordado com os manifestantes que a passeata acabaria na Praça Roosevelt (no final da Rua da Consolação) e não permitiria o fechamento da Av. Paulista.
Com certeza existem locais mais adequados a manifestações para movimentos realmente reinvindicatórios, como a Praça da Sé ou o Vale do Anhangabaú, mas as vezes o tumulto é o objetivo final e escondido por trás de tudo.

Abuso de direitos é a palavra chave, quando um para exercitar seus pretensos direitos avança e coage o outro o equilíbrio social é colocado em cheque.
Reflitamos!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Marina Silva: entre a REDE e a TEIA.

Há vários anos faz parte dos anseios do brasileiro comum o “sonho da casa própria”, com a compra de uma moradia própria como forma de se desvencilhar das despesas com aluguéis.


Agora, em uma analogia muito parecida, os políticos brasileiros criaram o “sonho do Partido próprio”, um modo de se livrar de “aliados” indesejados nas legendas em que se encontram e burlar a regra da fidelidade partidária, imposta à força pela Justiça, ante a inércia de nossos legisladores na regulamentação do tema, por pura incompetência ou mera conveniência.

Certo é que todos se dizem democratas e abertos ao diálogo, mas não perdem a oportunidade de “adquirir” o Partido próprio, onde poderão mandar sozinhos sem o risco de serem submetidos às vontades de dirigentes com projetos, opiniões e interesses diversos dos seus.

Nesse contexto, atualmente, merece atenção o projeto da presidenciável Marina Silva na criação de seu partido, chamado Rede Sustentabilidade (REDE).

Um partido político que não leva a expressão “partido” no nome, quem sabe para, num ato de “propaganda enganosa”, se tornar mais palatável ao eleitor em geral, desgostoso com a política atual.

Ideologicamente, segundo Marina, o partido não será nem de direita, nem de esquerda, mais uma clara tentativa de descolar o projeto dos partidos atuais, os quais tem denominações ligadas a correntes ideológicas e movimentos sociais, por mais que muitas vezes tenham práticas dissociadas destas.

Todavia, por mais que queira ser diferente, a presidenciável tem que submeter seus projetos aos trâmites e exigências da legislação partidária vigente, percorrendo todo o caminho exigido pela norma, com a fundação, registro de estatutos e manifesto, coleta de assinaturas de apoiamento e reconhecimento destas pela Justiça Eleitoral, para obtenção de registros em pelo menos nove Estados, e, então, buscar o almejado registro junto ao TSE.

A criação do novo partido, que parecia fácil em face dos milhões de votos obtidos na última eleição presidencial, os quais poderiam ser transformados, com algum esforço, em apoiamentos, vem se mostrando algo mais complicado.

Temos, ainda, a articulação no Congresso Nacional, com a apesentação de vários projetos de lei que visam dificultar ainda mais a criação de novos partidos, com claro objetivo de atingir aos planos de Marina.

Assim, a REDE, que poderia se transformar na salvação dos anseios de Marina Silva em sua caminhada rumo ao Planalto, pode virar uma TEIA que a prenda, transformando-a em fácil presa.


Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher  é dedicado à luta pelos direitos da mulher, evitando desigualdades, discriminações e a violência, não o futilizem, como pretendem alguns, transformando em mais uma data simplesmente mercantilista. 

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Comemorar conquistas sim! Comercialização não!