quinta-feira, 19 de novembro de 2015
O Custo da Democracia
O Congresso Nacional, em votação realizada na noite de
ontem, 18 de Novembro de 2015, derrubou o veto da Presidente Dilma Roussef ao
dispositivo do projeto que originou a Lei nº 13.165/2015, que introduzia o art.
59-A na Lei nº 9.504/1997 (lei das Eleições), determinando a criação do voto
impresso, concomitantemente à votação na Urna Eletrônica, a fim de possibilitar
verificação pelo eleitor de seu voto e auditorias futuras.
A Presidente da República havia vetado tal dispositivo
sob o argumento de natureza financeira de que os custos, no montante estimado
de R$ 1.800.000.000,00 (um bilhão e oitocentos milhões de reais), não teriam
respaldo orçamentário e teriam forte impacto neste momento de crise.
Sobre a necessidade de transparência nos processos de
alistamento, votação e apuração em eleições, já em 1925, o jurista Assis Brasil
manifestava a sua preocupação:
“Ninguém tem certeza de ter se alistado eleitor;
ninguém tem certeza de votar, se porventura for alistado;ninguém tem certeza
que lhe contem o voto, se porventura votou; ninguém tem certeza de que esse
voto, mesmo de pois de contado, seja respeitado na apuração da apuração, no
chamado terceiro escrutínio, que é arbitrária e descaradamente exercido pelo
déspota substantivo, ou pelos déspotas adjetivos, conforme o caso for da
reresentação nacional ou das locais” (in Idéias Políticas)
Lembremos ainda que, logo no início do processo de
redemocratização, nas eleições de 1982, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de
Janeiro contratou para a realização da totalização eletrônica dos resultados
uma empresa denominada Proconsult, pertencente a ex-oficiais do exército, sim,
aqueles que muitos hoje consideram a salvação da Pátria, sendo que esta empresa
concebeu uma fórmula que foi denominada “Fator Delta”, a qual convertia votos nulos e em branco e os
transferia para o candidato do governista PDS, numa manobra para prejudicar
Leonel Brizola, o que levou este a lutar por maior transparência em nosso
processo de votação eletrônico até sua morte, em 2004.
Mais recentemente, nas últimas eleições presidências,
aventou-se a possibilidade da ocorrência de fraudes a favor do Governo Dilma,
levando o PSDB a pedir uma Auditoria externa junto ao TSE.
O Resultado desta foi comemorado pelo TSE, que disse
que o sistema é confiável e não foram encontradas irregularidades, quando na
verdade, o relatório afirmou que "a) O Sistema Eleitoral Informatizado
Brasileiro não foi projetado,
desenvolvido e implantado para permitir uma auditoria independente efetiva do
resultado que produz;
b) O sistema adotado e o processo desenvolvido pela
autoridade eleitoral, com suas severas restrições, não permitiram a
conferência e a determinação do nível de confiabilidade da etapa de votação e
apuração dos votos que ocorrem nas urnas eletrônicas;"
Não é possível que, com os inúmeros recursos tecnológicos
e materiais com o qual contamos atualmente, seja o eleitor impedido de conferir
o seu próprio voto.
O argumento dos gastos á falacioso, se confrontarmos
os previstos para a implementação deste instrumento de garantia do sistema
democrático, que garante o futuro de gerações, com os que vem sendo feitos para
a realização das Olimpíadas do Rio em 2016, a qual durará alguns poucos dias, ou
mesmo com os bilhões dispendidos com Arenas da Copa do Mundo, incluindo
elefantes brancos como os de Manaus, Cuiabá e Brasília, que ainda geram
elevados custos de manutenção.
O custo gerado pela corrupção política é muito maior
que o previsto para garantia da democracia e de um sistema eleitoral
verdadeiramente transparente e garantidor do voto do cidadão.
Foi dado mais um passo para que nossa Democracia
amadureça e a vontade dos eleitores, seja qual for, seja respeitada.
“Quem vota e como vota não conta nada; quem
conta os votos é que realmente importa.” (Josef Stalin – Ditador Soviético)
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
SIMPÓSIO SOBRE TRANSPARÊNCIA ELEITORAL
05
DE NOVEMBRO DE 2015 (QUINTA-FEIRA) 19:00HS
LOCAL:
Praça
da Sé, 385
ABERTURA
MARCOS
DA COSTA
PRESIDENTE
DA OAB – SEÇÃO SÃO PAULO
SUSANA
MESQUITA BARBOSA
ALBERTO
ROLLO
PROFESSORES
DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
A
TRANSPARÊNCIA ELEITORAL E DEMOCRACIA
ANA
FLÁVIA MESSA
ADVOGADA
PROFESSORA
DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKEZNIE
JOSÉ
FRANCISCO SIQUEIRA NETO
ADVOGADO
DIRETOR
DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
A
REFORMA POLÍTICA
LUCIANA
LÓSSIO
MINISTRA
DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
AS
CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHA ELEITORAL
ANGELA
CIGNACHI BAETA NEVES
ADVOGADA
DOAÇÃO
ELEITORAL POR PESSOAS JURÍDICAS - UMA FALSA POLÊMICA?
EUGÊNIO
JOSÉ GUILHERME DE ARAGÃO
VICE-PROCURADOR-GERAL
ELEITORAL
Após as palestras será feito o lançamento do livro
TRANSPARÊNCIA ELEITORAL pela Editora Saraiva
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Fim das doações privadas: a farra acabou! #sqn
Muitos
comemoram a decisão do STF de proibir a doação de empresas privadas a campanhas
eleitorais como uma conquista democrática e moralizadora.
Agora as
empresas não poderão comprar os políticos em troca de favores após estes serem
eleitos e nossa Política vai funcionar direito.
Como disse
o Pensador Edmund Burke: “Aqueles que não conhecem
a história estão fadados a repeti-la.”.
Tais
doações já foram objeto de um dos grandes escândalos de nossa história, onde o
festejado pianista João Carlos Martins chegou a ser condenado criminalmente no
chamado “Caso Pau-Brasil”, onde o pianista, através de empreiteiras da qual era
dono, recebia doações não contabilizadas e as repassava às campanhas políticas
de Paulo Maluf, através de caixa dois, com o grande detalhe de que as doações
privadas eram proibidas naquela
época, como voltaram a ser agora.
Mas o PT já
encontrou a solução, como grande defensor da moral, e contrário a tais doações,
após já ter se esbaldado com elas e virado manchete rotineira nas páginas
criminais de nossos meios de comunicação, e vai matar dois coelhos com uma
cajadada só.
A solução é
a liberação dos cassinos e dos jogos de azar, vamos arrecadar mais tributos,
para cobrir o rombo causado pela farra PTralha com o Orçamernto Público e,
também, criar a maior lavanderia de
dinheiro sujo já vista!
Com a
legalização dos jogos de azar será fácil limpar dinheiro da corrupção, tráfico
e outros crimes, o qual se transformará em dinheiro limpinho com o carimbo de
prêmios a sortudos, e não vamos precisar mais pagar a CPMF.
Mais uma
vez nosso povo está sendo iludido e usado para criar mais um instrumento para
financiamento dos escusos esquemas do Partido dos “Trabalhadores”.
Para saber
mais, segundo o revista Veja (há links na página):
“Como empreiteiro dono da Paubrasil, o pianista
recolheu quase 20 milhões de dólares em caixa dois para as campanhas de Maluf.
As construtoras Paubrasil e Entersa, das quais Martins era
sócio, cometiam fraudes contábeis para esconder do
Fisco o quanto faturavam e a maneira como empregavam seus recursos. Desta
forma, ficavam livres para financiar as campanhas do político. Em 1993, ano em que Paulo
Maluf assumia a prefeitura de São Paulo pela segunda vez, a Receita Federal
descobriu que a Paubrasil – empresa do pianista João Carlos Martins – havia
recebido doações clandestinas para as campanhas eleitorais de Maluf nos anos
1990. A proprietária de um imóvel alugado pela Paubrasil denunciou que ali
funcionava uma confecção que fazia uniformes para a empresa e também material
de propaganda de Maluf. Em 2009, o caso de corrupção rendeu-lhe uma
condenação a dois anos e nove meses de prisão – período substituído por pena
restritiva de direitos – por crime contra a ordem tributária. O maestro
entrou com recurso e aguarda julgamento.”
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