terça-feira, 27 de maio de 2014

SUS: um problema sem solução ou uma solução com problemas?

“O SUS não deve ser visto como um problema sem solução, mas como uma solução com problemas”, esta frase consta  da obra “SUS: Avanços e Desafios” editada pelo CONASS – Conselho Nacional dos Secretários de Saúde em 2006.
Desde lá pouca coisa mudou, que se consulte a população que todos os dias, nos mais diversos locais do Brasil, tem que se dirigir ainda de madrugada aos Postos de Saúde em busca de uma vaga de atendimento.
A chave de tudo isso é o custeio de todo este sistema, enquanto Municípios e Estados são submetidos a regras rígidas e percentuais mínimos de investimento na saúde, a União, que abocanha a maior parte da arrecadação dos impostos, se omite no cumprimento de sua parte.
Outro fator importante é a falta de correção da “Tabela SUS”, onde são fixados os valores que o Governo Federal repassará às instituições de saúde para cada um dos procedimentos médicos efetuados, causando com que, ao passar dos anos, os preços dos atos sejam corroídos pela inflação.
A criação do SUS pela Constituição de 1988 pretendeu que toda a população recebesse saúde de qualidade e gratuitamente, através da conjugação de esforços e recursos.
Assim, é necessário que se dê “nome aos bois” e o Governo Federal, sediado em Brasília, uma Ilha da Fantasia, longe dos problemas do povo brasileiro, assuma as suas responsabilidades e contribua de maneira real com a saúde do Brasil, fazendo menos politicagem e trabalhando mais.

P.S.: Enquanto a saúde brasileira anda para trás, o Ex-Ministro Padilha, amigo do doleiro da Operação Lava-Jato, transferiu seu Título de Eleitor do Pará para São Paulo para se aventurar aqui como candidato à Governador.


Texto originalmente publicado no jornal OI Diário

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